“Esta é uma história de amor que vai continuar”


“Esta é uma história de amor que vai continuar”

A relação entre as flores e a moda são para os criadores “uma bela forma de arte”. Yan Skates e Henck Röling formaram dupla no concurso da Netflix “The Big Flower Fight”, onde foram finalistas. A Academia das Flores conversou com eles para saber mais sobre esta “experiência única” ligada à arte floral.

Como e quando iniciou o seu percurso profissional ligado à arte floral?

Yan Skates: Comecei a trabalhar com flores inesperadamente! A minha primeira experiência aconteceu quando expus um quadro numa galeria em Copenhaga. Perto da galeria havia uma florista e, muitas vezes, eu ficava a vigiar a loja quando o gerente tinha de fazer entregas. Felizmente para os clientes, nunca me pediram para fazer nenhum arranjo nessa altura. Passados muitos anos, estava à procura de um trabalho a tempo parcial perto do meu estúdio de arte no mercado londrino de Spitalfields e um senhor holandês que tinha uma florista local ofereceu-me emprego. Comecei a trabalhar uma vez por semana num armazém de flores, a vender flores a retalho. Fiquei nessa empresa durante dois anos e passei, depois também a gerir bancas de flores em três grandes mercados.

Entretanto, o estúdio de arte em que eu estava fechou para renovação e aí  tive de tomar uma grande decisão – a arte ou as flores?  Por coincidência, foi-me proposto alugar uma loja no Spitalfields Market, juntamente com um designer de joias e foi aí que nasceu o Bespoke Flowers, em 1999.

Henck Röling: Eu cresci numa quinta na Holanda, rodeado de prados com vacas e flores. Tínhamos uma grande horta ao lado da quinta e comecei desde tenra idade a ajudar os meus pais na horta. Na corrida para o Natal, os meus irmãos ajudavam a decorar a casa com arranjos de Natal e mais tarde também na igreja, que o meu pai costumava decorar para a época festiva. Isto despertou, desde muito cedo, um interesse pelo cultivo de flores, especialmente flores secas, que eram muito populares na altura. Comecei então a cultivar as minhas próprias flores, principalmente para secar para poder usá-las a qualquer momento.

Quando tive de escolher uma carreira, estava convencido de que ia ser jardineiro. Por isso, fui para o Curso de Hortícola, mas durante o primeiro ano, percebi que a jardinagem era bastante aborrecida. Já as aulas de floricultura eram muito mais divertidas e criativas. Dessa forma, decidi seguir esta direção e tornei-me um mestre florista certificado.

Acabei em Londres, onde me estabeleci como florista freelancer. Trabalhei principalmente em eventos de alto nível em Londres e arredores, mas também no estrangeiro, como eventos empresariais, casamentos, grandes exposições em áreas públicas e para hotéis e lojas de luxo.

Subscreva a Revista do Florista e leia na íntegra a entrevista de capa da edição nº.1 da sua publicação.

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